Hérnia de disco e problemas no pós-cirúrgico: hematoma incisional e deformidade do saco dural, complicações decorrentes da cirurgia para solução do quadro, mas não debitáveis ao ato médico 15.11.2019 • por Diego Mariante Cardoso

Paciente com quadro de hérnia de disco e protrusão discal foi submetida a tratamento cirúrgico, tendo cursado, posteriormente, com complicação consubstanciada em hematoma incisional. O fato evidenciou-se pelos sintomas de formigamento e diminuição de força no lado esquerdo. Houve nova intervenção a fim de reduzir a pressão do hematoma, drenando-se o mesmo e descomprimindo-se o nervo apertado por ele. No pós-operatório, a paciente continuava com dor no membro inferior esquerdo, necessitando, assim, de ressonância magnética diagnóstica, pelo que foi transferida para hospital com melhor estrutura, onde realizou-se o exame. O resultado revelou deformidade do saco dural, com aparente compressão antero…

Cirurgia de varizes e lesão do nervo sural: procedimento realizado de acordo com a técnica médica indicada. Alegada lesão era impossível, em decorrência da posição anatômica desta. 15.11.2019 • por Diego Mariante Cardoso

Paciente com quadro clínico de doença varicosa avançada dos membros inferiores, queixando-se de dor e edema, além de sequela de trombose venosa profunda (TVP) no membro inferior direito, documentada por Ecoddopler venoso, apresentou-se à consulta médica. Diante do quadro clínico descrito, foram explicadas a evolução de sua enfermidade e as prováveis complicações, que poderiam ocorrer ao longo de sua vida; além disto explicitaram-se ao mesmo a indicação de cirurgia e os respectivos riscos. O paciente, posteriormente, submeteu-se a cirurgia de varizes, consubstanciada na ressecção da veia safena magna do membro inferior direito. Depois do referido procedimento, a evolução se deu…

Videolaparoscopia e posterior perfuração do intestino: cirurgia correta – complicação não decorreu de falha médica, e foi adequadamente tratada 09.11.2019 • por Diego Mariante Cardoso

Paciente submeteu-se a videolaparoscopia para lise de aderências pélvicas decorrentes de histerectomia prévia. O procedimento ocorreu normalmente, com boa evolução pós-operatória, e alta na manhã seguinte. Três dias depois, uma segunda-feira, retornou ao atendimento, referindo dor, náuseas, distensão. Em hemograma foi constatado que não havia anemia, leucocitose, ou desvio à esquerda. A impressão diagnóstica era de peritonite química. Na terça-feira, ocorreu significativa melhora; entretanto, na madrugada de quarta-feira iniciaram dores intensas e distensão, tendo o médico, pela manhã, suspeitado de abdômen agudo, diagnóstico que se confirmou à tarde. Foi efetuada nova cirurgia, na qual constatou-se presença de conteúdo intestinal livre…

Histerectomia e comprometimento do nervo femoral: lesão verificada posteriormente não é indicativa de falha no tratamento, realizado de acordo com a ciência médica 09.11.2019 • por Apolinário Krebes Cardoso

Paciente foi internada devido ao diagnóstico de metrorragia por miomatose uterina, com indicação de histerectomia devido à persistência dos sintomas e do risco à saúde. Recebeu o termo de consentimento informado, cujo conteúdo lhe foi explicado antes de sua respectiva assinatura. A cirurgia realizou-se de acordo com a técnica clássica empregada no hospital, sendo procedida por residentes, sob a supervisão do preceptor, o qual não necessitou participar do ato, pois não houve intercorrências. A anestesia também transcorreu sem incidentes. O pós-operatório foi normal, excetuando-se o fato de que a paciente caminhava com dificuldade, apresentando paresia do membro inferior esquerdo. Três…

Fístula retovaginal no pós-parto: complicação prevista na literatura médica, não indicando falha no tratamento respectivo, o qual foi adequado 08.11.2019 • por Diego Mariante Cardoso

Gestante compareceu ao plantão obstétrico em trabalho de parto, tendo sido indicado e realizado parto normal, com realização de episiotomia médio-lateral esquerda e nascimento de concepto saudável. Após o parto, foram realizadas as rotinas adequadas –  retirada e revisão da placenta, sutura da episiotomia e pequenas lacerações perineais, revisão do trajeto (vagina e colo uterino), toque retal –, sem apresentar anormalidades. A parturiente voltou para o seu leito aonde permaneceu com o recém-nascido, passando bem a noite, sem apresentar queixas. No dia seguinte, passou bem, apresentando cólicas eventuais. Na noite deste mesmo dia queixou-se de dor anal para a enfermeira,…